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JCVCálculos Jurídicos

Perícia · Revisão de contratos

Revisão de contratos: o número que o contrato realmente diz

Cédulas de Crédito Bancário (CCB), cartão de crédito, capital de giro, financiamentos pela Tabela Price: a JCV recalcula o contrato com memória de cálculo e mostra, parcela a parcela, onde o valor cobrado se afasta do pactuado — ou confirma que não se afasta.

01O problema

Quando o contrato e a cobrança não conversam

Em um contrato bancário, a diferença entre a taxa escrita e a taxa efetivamente cobrada nem sempre aparece a olho nu. Capitalização de juros, tarifas embutidas no valor financiado, seguros, encargos de atraso e renegociações sucessivas mudam o saldo — e, sem cálculo, a discussão fica no campo da opinião.

A revisional bancária é a ação em que se pede a revisão de cláusulas e valores de um contrato bancário. A tese jurídica é do advogado. A prova de que os números estão — ou não — de acordo com o contrato e com os parâmetros fixados pelo juiz é técnica. É aí que entra a perícia contábil.

“Não é sobre pagar menos. É sobre pagar o que o contrato realmente diz.”

Importante: a JCV entrega a análise técnica e o parecer. A decisão sobre propor ou não a ação — e com qual tese — é do advogado do cliente. A perícia pode confirmar os valores cobrados.

02O que a JCV entrega

Entregas técnicas

Parecer para a petição inicial

Discriminação das obrigações controvertidas e quantificação do valor incontroverso, com memória de cálculo.

Formulação de quesitos

Perguntas sobre taxa, capitalização, taxa média de mercado, encargos e recálculo, escritas para que o laudo responda ao que a tese precisa.

Assistência técnica

Acompanhamento das diligências e parecer sobre o laudo do juízo, com as divergências numeradas e o impacto de cada uma em reais.

Recálculo do contrato

Evolução do saldo pelos parâmetros do contrato e pelos parâmetros alternativos da decisão, lado a lado, em planilha auditável.

Laudo pericial

Quando nomeada pelo juízo, a JCV responde a todos os quesitos com método exposto e equidistância das partes.

03Como funciona

Passo a passo do trabalho

  1. 01

    Leitura do contrato

    Modalidade, taxas mensal e anual, CET (Custo Efetivo Total), sistema de amortização e encargos pactuados.

  2. 02

    Reconstituição da operação

    Evolução do saldo com os valores efetivamente liberados, pagos e cobrados, mês a mês.

  3. 03

    Comparação de parâmetros

    O que o contrato prevê, o que foi cobrado e o que a decisão determinou — incluindo, quando pedido, a taxa média de mercado do Banco Central.

  4. 04

    Memória e parecer

    Planilha auditável e texto objetivo, com a diferença apurada em cada cenário.

04Contexto técnico

Para aprofundar

Os contratos mais comuns

  • Cédula de Crédito Bancário (CCB) — título de crédito regulado pela Lei 10.931/2004, usado em empréstimos pessoais, capital de giro e renegociações. Admite capitalização de juros quando pactuada.
  • Cartão de crédito — o rotativo e o parcelamento de fatura têm taxas muito superiores às de outras modalidades; a análise passa pela evolução fatura a fatura.
  • Financiamentos com Tabela Price — parcelas fixas, com juros decrescentes e amortização crescente. Em um financiamento de R$ 100.000 a 1% ao mês em 120 meses, a Price soma R$ 72.165,14 de juros; o SAC, R$ 60.500,00 — diferença que vem do ritmo de amortização, e não, por si só, de abuso.

A taxa média de mercado

O Banco Central divulga, por modalidade de crédito, a taxa média praticada pelas instituições financeiras em cada período. Ela não é um teto, mas é a referência mais usada para avaliar se uma taxa se afasta muito do mercado — e é um dos quesitos que mais pesam em uma revisional.

Encargos de inadimplência

A comissão de permanência não pode ser cobrada junto com juros remuneratórios, juros moratórios e multa contratual, e seu valor não pode ultrapassar a soma desses encargos (Súmula 472 do STJ). Na prática, a perícia separa cada encargo cobrado no período de atraso e mostra se houve sobreposição.

05Perguntas frequentes

Dúvidas comuns

A Tabela Price é ilegal?

Não, por si só. A Tabela Price é um sistema de amortização com parcelas iguais. O que se discute é se, no contrato concreto, há capitalização de juros não pactuada — e o STJ entende que essa é uma questão de fato, que depende de prova técnica (Tema 572). É exatamente o que a perícia verifica.

Juros acima de 12% ao ano são abusivos?

Não automaticamente. Para instituições financeiras, juros remuneratórios acima de 12% ao ano, por si só, não indicam abusividade (Súmula 382 do STJ). A análise costuma comparar a taxa contratada com a taxa média de mercado para a mesma modalidade e o mesmo período.

O que é capitalização de juros?

É a incidência de juros sobre juros já incorporados ao saldo. Em contratos bancários firmados a partir de 31/3/2000, ela é admitida em periodicidade inferior à anual, desde que expressamente pactuada (Súmula 539 do STJ); a previsão de taxa anual superior a doze vezes a mensal basta para essa pactuação (Súmula 541 do STJ).

A perícia garante a redução da dívida?

Não. A perícia mostra o que os documentos provam, e o resultado pode confirmar os valores cobrados. A JCV entrega a análise técnica e o parecer; a decisão sobre a ação é do advogado do cliente.

Quais documentos são necessários?

Contrato e aditivos, extratos ou demonstrativos de evolução da dívida, comprovantes de pagamento e, se houver processo, a petição inicial, a contestação e as decisões que fixaram os parâmetros do cálculo.

Próximo passo

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